Em Busca de mim mesma

Eu me procuro, em cada canto de mim mesma... Em cada espaço de minha mente... Minha Alma tenta em vão se encontrar... E nessa busca incansável, Sempre acabo encontrando algo que me faz refletir sobre minha existência!!!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Nós Dois


E nós nem imaginávamos que seria assim. Tão completo, urgente, ardente, insano... E único.
Não existe um e outro. Somos dois. Complementares. Você o menino, eu a mulher. Você o homem, eu a menina. Colo e aconchego. Abraço que acalma a alma. Vontades que não tem fim. Paixão desenfreada que nos tira e rumo e não nos permite pensar muito.
Entrega... Plena e completa entrega.
Não mandamos, não obedecemos. Apenas sentimos e deixamos esse sentimento nos guiar. Sentimento que nos fez entender que não ‘necessitamos’ um do outro. Que podemos sim, viver separados. Mas escolhemos estar juntos. Escolhemos encurtar distâncias, diminuir ausências, construir uma história juntos.
Não temos um relacionamento, temos uma vida que segue caminho. Uma vida que partilhamos. NOSSA vida. NOSSO amor. NOSSO querer. Uma vida que é baseada em verdades, sinceridades, lealdade, confiança, pureza de sentimentos, incertezas, medos, inseguranças, dúvidas e muito, muito amor. Uma vida onde não cabem mentiras ou falsidades. Uma vida onde não há lugar para maldades. Uma vida que nos permite ver um ao outro como somos. Enxergar nossa essência e crescer com isso.
Sempre foi assim. Cada dia um tijolinho. Cada dia um momento a ser guardado na memória. Brigas, amor, saudades...
Delícias, vontades, cumplicidades...
Tentativas, erros, acertos...
E quantas vezes nos negamos. Quantas vezes nos afastamos [ou pelo menos tentamos]. Quantas vezes ansiamos pelo que não tínhamos, buscamos o colo que não nos era dado, o abraço apertado e a vontade de ser um só...
Quantas noites desejamos a presença um do outro, quando na verdade o que tínhamos era outra presença que não a nossa...
Mas cada dia uma pecinha nova se encaixava no quebra cabeças de nossa história... Cada dia nossa vontade de nós mesmos aumentava e nos mostrava o que teimávamos em não ver, em não saber, em não reconhecer... Que nos pertencíamos mesmo sem querer...
Nossas almas se reconheceram de imediato e nossos corpos e mentes demoraram tanto para se convencer disso...
Nossos corpos se desejaram desde sempre e nossas almas lutaram na tentativa de não aceitar esse desejo que nos movia e removia e revolvia e reconhecia e recebia e entregava e doava e dava e pedia e sorria e chorava e sonhava e clamava e doía e endoidecia e alucinava e amava e amava e amava...
Tanto amor... Tanto querer... Tantos desejos...
Tanto de você em mim...
Tanto de mim em você...
Tanto de nós dois em nossas camas, em nossos lençóis, em nossa pele, em nossos sentidos...
Tanto de nós dois a nos inebriar corpo e alma...
Tanto de nós dois para nos lembrar todo o tempo o quanto somos um do outro...
O quanto somos de nós dois...
Te amo...
Nos amo...
Amo tudo que temos, cada pedacinho desse ‘céu’ que construímos...
Cada cantinho desse nosso ‘inferno’ particular...
Cada espacinho desse paraíso que é estar em você e tê-lo em mim...
Assim, sem fim em mim... E eu? Totalmente sem fim em você... Para você...

Danielle Sgorlon

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Eu sou de você



Eu sou de você…
Não por não saber ser minha. É exatamente por me saber tão minha que me deixo ser assim, toda sua.
Me entrego aos poucos e, ao mesmo, toda de uma só vez.
Me entrego, passo posse, nome, sobrenome, endereço. Não de meu corpo, que já te pertence em carne e sangue, mas de minha alma, plena de amor e luz por você.
A você e só a você, entrego meus medos e minha coragem.
A você e só a você, entrego todas as minhas maiores dúvidas e minhas mais reais certezas.
A você e só a você, entrego o melhor e o pior de mim... Minhas forças e fraquezas...
Minhas felicidades e frustrações, decepções e alegrias. Meu sentir, meu querer, meu amor.
Te entrego a paixão avassaladora e o amor calmo e sereno.
Te entrego minha paz e minha tempestade.
A você e só a você, entrego a menina doce e manhosa e a mulher forte e corajosa. A alma indomada e o coração apaixonado.
Entrego minha realidade e minhas mais deliciosas fantasias.
Minhas verdades e minhas mentiras.
Meus sonhos, meus fracassos, minhas vitórias...
A você, vida (adoro te chamar assim)... A você, vida, me entrego como casa desabitada, em que você fez morada.
Solo infértil que você tornou fecundo.
Rio sem rumo que você fez desaguar em oceano.
É uma entrega infinda. A cada dia me entrego a ti, aos pedaços e inteira e, a cada dia, tenho mais, muito mais de mim para te dar.
A cada dia me torno mais minha e tão escandalosamente sua.
Sua força me completa.
Seus sonhos me reavivam.
Seus carinhos me acalmam.
Seus desejos me incendeiam.
Seu amor me faz forte.
Não me entreguei para que você me cuidasse, embora ame ser cuidada e amada por você.
Me entreguei para que você me completasse feito quebra cabeças com peça faltante. Você era a peça faltante em mim e hoje, com você, sou inteira.
Me sinto transbordar como rio em dia de tempestade.
Me entrego porque sei que a cada entrega você me devolve a mim e me completa de você.
A cada entrega você se doa também, tornando-se tão meu e tão completamente seu.
É amor que transborda, que incendeia, que acalma e atormenta, que sufoca e faz respirar em paz...
É brasa, fogo, água, luz, tempestade, calmaria, furacão, brisa mansa a bagunçar os cabelos e refrescar a pele em dia quente... É sonho que se transforma na mais sublime realidade a cada toque de seus dedos em minha pele... A cada sussurro de sua boca em meus ouvidos...
E é por tantas e tantas entregas e completudes que posso dizer, com toda e total certeza, que ser tua é a única maneira de continuar sendo minha... E senti-lo meu é a única, a mais perfeita e mais deliciosa forma de ser completa.
Te amo, Fernando.

Danielle Sgorlon

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

É isso e tudo isso...


É poesia sem rima…
É paixão sem razão...
É acolhimento, sentimento, merecimento...
Amor que faz clarão nos olhos e na alma...
Daqueles sentimentos descritos nos livros, que você lê e, jamais, em nenhuma hipótese, imagina que possa acontecer no ‘mundo real’ e, principalmente, que jamais possa acontecer no seu mundo...
É satisfação em existir ali, aqui, lá, onde quer que seja... Simplesmente existir para entregar o amor que brota em sua alma como água em nascente de rio: limpo, puro, cristalino, em abundância, sem racionalizar, sem raciocinar, sem explicar, sem entender, sem querer, sem pensar, apenas brota e jorra, inesgotável, fonte insaciável de água, amor, pão, calor, ardor, desejos, vontades...
É filme sem final... Esperando ser escrito... Painel das cores mais lindas... Multicolorido sentir...
É imaginar a vida com os olhos do coração...
É viver com a alma nas mãos... Entregar-se sem medo, sem reservas, sem limites ou fronteiras...
Desconhecer abismos e quedas...
Inconscientemente saber-se forte...
Conscientemente saber-se fraco perante a força dos sentimentos que movem mãos, pés, olhos, pernas... A força que move alma, pele, toque, sentidos, sonhos e verdades...
Mentir para si mesmo que ainda é dono de si, quando sabe em toda sua plenitude já haver se entregue toda, inteira, plena e verdadeiramente a outrem... E amar tal entrega mais do que ama o Sol nascendo todas as manhãs...
É um acordar para a vida que nasce em seus olhos...
Um adormecer para os desassossegos da alma...
Um inebriar-se com pequenos acontecimentos do dia... Aqueles que antes passavam despercebidos e que, de uma hora para outra, parecem saltar aos olhos, vistos pelo coração incendiado...
É sonhar acordado e acordar com sonhos no sorriso...
É viver cada dia como se fosse o último... Não por medo de que acabe... Mas sim, por querer aproveitar cada minuto do amor que a vida tão generosamente colocou em suas mãos, em sua alma, em seus olhos, em seus poros...
Amor que lateja em cada veia...
Pulsa como sangue quente, enlouquecido, desenfreado, desatinado...
Lascívia que salta aos olhos do mais desligado dos seres...
Desejos que inebriam o mais frio dos homens...
Calores que aquecem o mais gelado dos corpos...
É um calafrio quente que corre o corpo cada vez que a voz desejada lhe soa aos ouvidos...
Suor frio que percorre todas as células cada vez que o toque quente das mãos amadas aquece a pele...
É paz em meio a mais temerosa guerra... É calmaria em meio à maior das tempestades... É bonança em meio ao pior dos furacões...
É daqueles sentimentos que não se explicam... Mesmo porque sentimentos não têm explicação...
Mas, se explicação houvesse, também não as quereria... Nem as procuraria, muito menos as aceitaria...
É amor... Puro e latejante... Que nasce sem querer e para todo o sempre vive, guardado na alma que sente, entregue à alma que o recebe em doses exageradas...
E, nunca saciados, viveremos assim, de nos amar e nos querer, por toda a eternidade que a vida nos conceder...

Danielle Sgorlon
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